Por : Marcelo C. Souza
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Birras e companhia...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Métodos usados no Jardim de Infância!
Como lidar com problemas de comportamento:
time out ou o 1, 2, 3
.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
OUTRA VEZ A MESMA COISA???
Rotinas
“Rotina” é uma palavra que nos últimos tempos tem sido associada a conotações negativas, a algo «chato»; contudo, nem sempre tem de ser assim. As rotinas até certo ponto, permitem-nos compreender e controlar o nosso dia-a-dia. Saber o que esperar acalma a nossa ansiedade e permite-nos prever o que nos espera (de tudo o que não podemos controlar, é bom que existam algumas coisas que não nos fogem ao controlo).
As rotinas transmitem-nos também segurança pois regulam o nosso comportamento, dão-nos indicações daquilo que esperam de nós; saber que depois de tomar banho vamos jantar ou que depois de ler uma história vamos dormir, permite antecipar o futuro e adequar o nosso comportamento para a próxima tarefa. É esta antecipação e previsão do futuro que transmite confiança à criança para saber que quando acaba a escola, a mãe vai buscá-la de volta para casa.
Contudo, é bom termos algum espaço de manobra para a mudança, porque também esta é uma constante da vida: mudamos de casa, de escola, de emprego, … Então, que rotinas são importantes de ter? Bom, por exemplo:
- Dormir: ter uma hora certa para dormir durante a semana reduz as discussões na hora de ir para a cama; podemos dar um aviso de “faltam 5 minutos para ir para a cama” ou “vamos ler a nossa história de hoje” (indicativo que depois apaga-se a luz).
- Estudar: há crianças que preferem chegar a casa e brincar primeiro e depois fazer os trabalhos e outras preferem fazer os trabalhos primeiro e a seguir brincar; não importa. O que importa é dividir o tempo e fazer a transição de uma actividade para a outra sem desmotivar ou gerar discussões. Novamente a regra de avisar que “faltam 5 minutos para…” funciona bem para ajudar a criança a antecipar a mudança.
- Brincar: como já falamos é sempre importante ter um pouco para brincar, nem que seja quando chega a casa ou depois do jantar. a nossa criatividade e imaginação são postas à prova nessas alturas e permitem que mais tarde nasçam grandes invenções.
- Tempo de família: um tempo para contar as novidades do dia ou para ter “colinho” da mãe/pai é muito importante; esses momentos podem ser durante o banho, na viagem para casa ou mesmo antes de deitar; o que importa é ser uma rotina, sempre na mesma altura.
Portanto, pense nas suas rotinas e em quais são importantes para manter; mude apenas as mais desanimadoras de modo a que se tornem mais motivadoras.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Procuram-se...estão em vias de extinção!
Deus abençoe os pais maus!
Um dia quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva um pai, eu hei-de dizer-lhes:
- Amei-vos o suficiente para ter insistido que juntassem o vosso dinheiro e comprassem uma bicicleta, mesmo que eu tivesse possibilidade de a comprar.
- Amei-vos o suficiente para ter ficado em pé junto de vós, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto, trabalho que eu teria realizado em quinze minutos.
- Amei-vos o suficiente para vos obrigar a pagar a pastilha que “tiraram” da mercearia e dizer ao dono: eu roubei isto ontem e hoje queria pagar.
- Amei-vos o suficiente para ter ficado em silêncio, para vos deixar descobrir que o vosso amigo não era boa companhia.
- Amei-vos o suficiente par vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as penalizações eram tão duras que me partiam o coração.
- Amei-vos o suficiente para vos ter perguntado: onde vão, com quem vão e a que horas regressam a casa.
- Amei-vos o suficiente para vos deixar ver fúria, desapontamento e lágrimas nos meus olhos.
- Mas acima de tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer NÂO, quando sabia que me iriam odiar por isso.
- Estou contente. Venci, porque no final vocês também venceram. E qualquer dia, quando os vossos filhos forem suficientemente crescidos para entenderem a lógica que motiva os pais, vocês irão dizer-lhes, quando eles vos perguntarem, se os vossos pais eram maus, que sim, eram os piores pais do mundo!
Porque:
- Enquanto os outros miúdos comiam doces ao pequeno almoço, nós tínhamos que comer cereais, tostas e ovos.
- Os outros miúdos bebiam pepsi ao almoço e comiam batatas fritas, nós tínhamos de comer sopa, prato e fruta. E, não vão acreditar! Os nossos pais obrigavam-nos a jantar à mesa o que era bem diferente dos outros pais.
- Os nossos pais insistiam em saber onde nós estávamos a todas as horas, era quase uma prisão. Tinham que saber quem eram os nossos amigos e o que fazíamos com eles.
- Insistiam que lhes disséssemos que íamos sair mesmo que demorássemos só uma hora, ou menos.
- Nós tínhamos vergonha de admitir mas eles violaram uma data de leis do trabalho infantil: nós tínhamos de fazer as camas, lavar a loiça, aprender a cozinhar, aspirar o chão, engomar a nossa roupa, ir despejar o lixo, e todo o tipo de trabalhos cruéis. Eu acho que eles nem dormiam a pensar em mais coisas para nos mandar fazer.
- Eles insistiam connosco para lhes dizermos a verdade, e apenas toda verdade, sempre a verdade.
- Na altura da nossa adolescência eles conseguiam ler os nossos pensamentos o que tornava a vida muito chata.
- Os nossos pais não deixavam os nossos amigos buzinarem para nós descermos, tinham que subir, bater á porta para que eles os conhecessem.
- Enquanto toda a gente podia sair com doze ou treze anos, nós tivemos que esperar pelos dezasseis.
- Por causa dos nossos pais, nós perdemos as experiências fundamentais da adolescência: nenhum de nós esteve envolvido em actos de vandalismo, em roubos, violações de propriedade, nem foi preso por nenhum crime.
- Foi tudo por causa deles.
- Agora já saímos de casa, somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos “maus pais” tal como os nossos pais o foram.
- Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: não há suficientes maus pais.
sábado, 2 de outubro de 2010
A importância das regras e dos limites
O pediatra norte-americano Berry Brazelton afirma que “para as crianças crescerem bem, precisam apenas de amor e limites” – o amor é fundamental para crescer com confiança e auto-estima; os limites são cruciais para a criança aprender o autocontrolo, para que possa viver em família e em sociedade. Ou seja, no que toca às regras de comportamento lá em casa (e fora dela!) é realmente de “pequenino que se torce o pepino”. A educação começa em casa e não tem de se sentir culpado por ser demasiado rigoroso – as crianças tornam-se adultos equilibrados porque viveram com regras e limites, não ao contrário.
Como estabelecer regras
Quando quiser implementar uma regra, fale com a criança calmamente, explicando o que pretende da forma mais clara possível, perguntando-lhe várias vezes se tem dúvidas. Explique-lhe, de igual modo, quais as consequências do não cumprimento das regras. Os “castigos” devem ser bem claros e executáveis, ou seja, não diga que a vai privar de ver televisão uma semana se sabe que nunca terá a coragem de o fazer. Dê-lhe alguma liberdade dentro do cumprimento das regras, ou seja, se sabe que às 21h00 tem de ir para a cama e tem de lavar os dentes e arrumar os brinquedos antes de ir, deixe-a escolher o que quer fazer primeiro. As regras também podem ser divertidas!
Portei-me mal!
Se a criança “ameaça” não cumprir uma das regras, dê-lhe um aviso de 5 minutos, falando calma mas seriamente e lembre-lhe as consequências. Depois de verificar que a regra não foi cumprida ou foi parcialmente cumprida, pergunte-lhe porque é que não o fez, explique-lhe como é que se faz (no caso de ter tido alguma dificuldade) ou ajude-a a terminar a tarefa, dizendo que para a próxima já vai conseguir fazê-la sozinha. A forma mais fácil de uma criança se tentar livrar de cumprir as suas regras é fazer uma birra, no entanto, os adultos nunca devem ceder às birras infantis. Se chegar ao ponto que o castigo é necessário, não hesite em cumpri-lo, ou seja, não mude de ideias, não altere o castigo “prometido” – de outra forma, pode passar a ideia de que as consequências não são reais e tanto faz cumprir ou não as regras.
Portei-me bem!
Não se focalize demasiado no mau comportamento e procure dar igual atenção ao bom comportamento. Quando a criança arruma os seus livros ou lava as mãos sem ninguém lhe dizer nada, elogie-a e dê-lhe mimos – não há nada que as crianças gostem mais do que ser alvo da atenção dos pais (por bons motivos claro!), por isso, é natural que continuem a portar-se bem, só para continuarem a chamar a sua atenção. Quando a criança se portar bem e pedir alguma coisa com calma e educação, pondere fazer-lhe a vontade.
in http://pequenada.com/artigos/como-estabelecer-regras-com-criancas