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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Birras e companhia...



Hoje em dia vemos que as crianças aprenderam a conseguir tudo que o seu desejo quer atravéz de uma tatica manipulatória muito interessante. Usam uma habilidade incrivel de constranger os pais através de gritos, choro intenso ou mesmo comportamentos auto lesivos.
Os pais por sua vez por não aguentarem a cena do filho gritando e se debatendo em um ambiente publico acabam reforçando o comportamento de birra. A criança é condicionada, ou seja, a criança aprende que toda vez que se comportar de força birrenta vai ganhar o que quer. Isso acaba fortalecendo ainda mais o comportamento problema.
Os mecanismos que fazem a birra dar certo muitas vezes são sociais, pois os pais ficam muito constrangidos com o comportamento da criança e sentem que estão sendo julgados como pessimos pais pelas outras pessoas. Para acabar com a cena rapidamente, geralmente os pais acabam fazendo a vontade da criança criando um circulo vicioso , pois a consequência do comportamento da criança é sempre positivo e reforçador. Por outro lado tambem existe a dificuldade dos pais em lidar com o “sofrimento” do filho naquele momento pois acabam não suportando o choro do filho e não conseguem lidar com a situação.
O video nos mostra uma criança com comportamento altamente birrento e manipulador que a todo momento tenta chamar a atenção dos pais para aquilo que deseja no momento. Os pais da criança do Video parecem estar utilizando uma técnica comportamental muito eficiente chamada Extinção de respostas, onde a criança pode chorar a vontade que o comportamento de birra nao vai ser reforçado de forma nenhuma. Com esse procedimento se espera que a criança perceba que o seu comportamento birrento não vai ser consequênciado positivamente ou seja, mesmo que ela chore por horas a consequência reforçadora não vai ser apresentada levando o comportamento de birra a extinção.
O problema dessa técnica é que por definição quando tentamos extinguir um comportamento, a frequência de resposta desse mesmo comportamento vai sofrer um imenso aumento pois a criança vai tentar alcançar a consequência reforçadora e portanto vai aumentar a intensidade dos seus esforços.
No video percebemos claramente que a criança quando começa a entender que ninguem esta dando bola para a birra, ela varia o comportamento. Ela segue os pais e quando os ve cai no chão e retoma toda a série de comportamentos que outrora eram consequênciados positivamente.
Pelo video percebemos que o comportamento birrento é especialmente dificil de se extinguir e especificamente nessa criança, a birra é resistente a extinção. Pois provavelmente, ela foi reforçada de forma intermitente e intensa.
É preciso um treino com os pais para que a técnica seja aplicada com sucesso, pois muitas vezes os pais não conseguem ir até o fim por não suportarem o “sofrimento” do filho e acabam reforçando o comportamento depois de algum tempo. Isso é terrivel pois o esquema de reforço intermitente fortalece o comportamento problema enormemente, ficando cada vez mais dificil a extinção.
Em todo caso é muito interessante sempre consultar um Psicologo competente e qualificado para que todas as duvidas sejam dirimidas. Afinal, criar um filho é uma tarefa ardua. Mas que sempre é altamente recompensadora.

Por : Marcelo C. Souza


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Métodos usados no Jardim de Infância!

Como lidar com problemas de comportamento:

time out ou o 1, 2, 3

.



É muito comum ouvir os pais dizer, independentemente da nacionalidade, que se uma bofetada não os matou quando eram pequenos, também não é isso que vai fazer mal aos seus filhos.

Estamos a falar de um castigo físico na educação que, apesar de alguma forma ser aceite a nível social, tem mais efeitos negativos do que alguns pais desejariam. Não só porque acabam por se arrepender a seguir, como percebem que não tem efeitos práticos em termos de aprendizagem para os filhos.

Uma bofetada, um açoite, só serve para mostrar a incapacidade do adulto em lidar com a criança, a impotência perante aquele filho/a. A educação deve basear-se na comunicação, na imposição de limites e regras desde muito cedo, no auxílio à criança para lidar com as contrariedades que vão aparecendo.

E como vê a criança o castigo? Quando agiu mal, sabe que será castigada, sendo que o castigo servirá para aliviar o seu sentimento de culpa pelo mal causado.

Quando o castigo é físico, e se é frequente, insensibilizará a criança. Os gritos são também de evitar, pois só lhe mostram que conseguiu o que de facto a criança queria: a atenção dos pais.

Há estratégias para lidar com o mau comportamento das crianças, sem castigos físicos ou gritos. Deixo-lhe aqui duas: o “time-out” e a técnica 1-2-3.

Para acalmar a criança e acalmar-se a si, pode retirar o seu filho do local onde aconteceu a asneira e levá-la para um outro lugar onde possa estar sentado, mas sem distracções. Deve explicar-lhe que ficará ali uns minutos até se acalmar e que não pode sair enquanto não lhe for permitido.

Esta técnica, denominada “time-out”, não é um castigo. Tem como objectivo ajudar a criança controlar-se internamente, a acalmar-se e a pensar no que fez.
Durante o “time-out “não deve dar-lhe atenção, nem mesmo para lhe explicar que o que fez foi errado. Fazê-lo neste momento é contraproducente e acabará por tornar esta técnica ineficaz.

Outra questão a ter em conta é o tempo que a criança deve permanecer no “time-out”. O cálculo a fazer é de um minuto por cada ano de vida, sendo uma técnica que pode ser aplicada a partir dos dois anos de idade.

Para uma criança de dois anos ficar dois minutos ficar quieta, sentada, já vai ser uma eternidade. Não deve ser deixada sozinha mais tempo, pois acabará por se chatear, distrair e voltar a fazer uma asneira.

A contagem 1-2-3 é uma variante do “time-out” e pode ser usada mesmo com os adolescentes. Partimos do mesmo princípio, temos uma birra a que queremos pôr termo, um comportamento que não queremos que continue. De novo, não adianta explicar, dialogar, persuadir, pois todo e qualquer diálogo só servirá para alimentar o problema.

Vai somente contar até três: 1-2-3.

Esta contagem tem por finalidade dar o tempo necessário ao seu filho para se acalmar e para se reorganizar emocionalmente. Pode explicar-lhe que vai contar até três e que, quando acabar, terminará também o choro e a birra.

A contagem deve ser lenta, dando tempo entre cada número: 1-2-3, sem comentários seus pelo meio, sem responder à criança ou contra-argumentar. Nem é necessário que mantenha contacto ocular.

Deve só dizer : “Vou começar a contar: 1… (pausa) a criança ou o jovem, continuarão a insistir na birra; 2 … (pausa) começarão a perceber que não vale a pena continuar a testá-lo ou a manipulá-lo, e começarão a enfraquecer a sua fúria, começam a organizar-se internamente e quando chegar a 3 tudo deverá ter terminado.

Não há mais comentários. Será a “bonança depois da tormenta”.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

OUTRA VEZ A MESMA COISA???

Rotinas


Rotina” é uma palavra que nos últimos tempos tem sido associada a conotações negativas, a algo «chato»; contudo, nem sempre tem de ser assim. As rotinas até certo ponto, permitem-nos compreender e controlar o nosso dia-a-dia. Saber o que esperar acalma a nossa ansiedade e permite-nos prever o que nos espera (de tudo o que não podemos controlar, é bom que existam algumas coisas que não nos fogem ao controlo).

As rotinas transmitem-nos também segurança pois regulam o nosso comportamento, dão-nos indicações daquilo que esperam de nós; saber que depois de tomar banho vamos jantar ou que depois de ler uma história vamos dormir, permite antecipar o futuro e adequar o nosso comportamento para a próxima tarefa. É esta antecipação e previsão do futuro que transmite confiança à criança para saber que quando acaba a escola, a mãe vai buscá-la de volta para casa.

rotina diária

Contudo, é bom termos algum espaço de manobra para a mudança, porque também esta é uma constante da vida: mudamos de casa, de escola, de emprego, … Então, que rotinas são importantes de ter? Bom, por exemplo:

  • Dormir: ter uma hora certa para dormir durante a semana reduz as discussões na hora de ir para a cama; podemos dar um aviso de “faltam 5 minutos para ir para a cama” ou “vamos ler a nossa história de hoje” (indicativo que depois apaga-se a luz).

  • Estudar: há crianças que preferem chegar a casa e brincar primeiro e depois fazer os trabalhos e outras preferem fazer os trabalhos primeiro e a seguir brincar; não importa. O que importa é dividir o tempo e fazer a transição de uma actividade para a outra sem desmotivar ou gerar discussões. Novamente a regra de avisar que “faltam 5 minutos para…” funciona bem para ajudar a criança a antecipar a mudança.

  • Brincar: como já falamos é sempre importante ter um pouco para brincar, nem que seja quando chega a casa ou depois do jantar. a nossa criatividade e imaginação são postas à prova nessas alturas e permitem que mais tarde nasçam grandes invenções.

  • Tempo de família: um tempo para contar as novidades do dia ou para ter “colinho” da mãe/pai é muito importante; esses momentos podem ser durante o banho, na viagem para casa ou mesmo antes de deitar; o que importa é ser uma rotina, sempre na mesma altura.

Portanto, pense nas suas rotinas e em quais são importantes para manter; mude apenas as mais desanimadoras de modo a que se tornem mais motivadoras.

In http://www.manualdacrianca.net/tag/brincar/

domingo, 12 de dezembro de 2010

Procuram-se...estão em vias de extinção!



PAIS MAUS....


Deus abençoe os pais maus!
Um dia quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva um pai, eu hei-de dizer-lhes:
- Amei-vos o suficiente para ter insistido que juntassem o vosso dinheiro e comprassem uma bicicleta, mesmo que eu tivesse possibilidade de a comprar.
- Amei-vos o suficiente para ter ficado em pé junto de vós, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto, trabalho que eu teria realizado em quinze minutos.
- Amei-vos o suficiente para vos obrigar a pagar a pastilha que “tiraram” da mercearia e dizer ao dono: eu roubei isto ontem e hoje queria pagar.
- Amei-vos o suficiente para ter ficado em silêncio, para vos deixar descobrir que o vosso amigo não era boa companhia.
- Amei-vos o suficiente par vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as penalizações eram tão duras que me partiam o coração.
- Amei-vos o suficiente para vos ter perguntado: onde vão, com quem vão e a que horas regressam a casa.
- Amei-vos o suficiente para vos deixar ver fúria, desapontamento e lágrimas nos meus olhos.
- Mas acima de tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer NÂO, quando sabia que me iriam odiar por isso.
- Estou contente. Venci, porque no final vocês também venceram. E qualquer dia, quando os vossos filhos forem suficientemente crescidos para entenderem a lógica que motiva os pais, vocês irão dizer-lhes, quando eles vos perguntarem, se os vossos pais eram maus, que sim, eram os piores pais do mundo!
Porque:
- Enquanto os outros miúdos comiam doces ao pequeno almoço, nós tínhamos que comer cereais, tostas e ovos.
- Os outros miúdos bebiam pepsi ao almoço e comiam batatas fritas, nós tínhamos de comer sopa, prato e fruta. E, não vão acreditar! Os nossos pais obrigavam-nos a jantar à mesa o que era bem diferente dos outros pais.
- Os nossos pais insistiam em saber onde nós estávamos a todas as horas, era quase uma prisão. Tinham que saber quem eram os nossos amigos e o que fazíamos com eles.
- Insistiam que lhes disséssemos que íamos sair mesmo que demorássemos só uma hora, ou menos.
- Nós tínhamos vergonha de admitir mas eles violaram uma data de leis do trabalho infantil: nós tínhamos de fazer as camas, lavar a loiça, aprender a cozinhar, aspirar o chão, engomar a nossa roupa, ir despejar o lixo, e todo o tipo de trabalhos cruéis. Eu acho que eles nem dormiam a pensar em mais coisas para nos mandar fazer.
- Eles insistiam connosco para lhes dizermos a verdade, e apenas toda verdade, sempre a verdade.
- Na altura da nossa adolescência eles conseguiam ler os nossos pensamentos o que tornava a vida muito chata.
- Os nossos pais não deixavam os nossos amigos buzinarem para nós descermos, tinham que subir, bater á porta para que eles os conhecessem.
- Enquanto toda a gente podia sair com doze ou treze anos, nós tivemos que esperar pelos dezasseis.
- Por causa dos nossos pais, nós perdemos as experiências fundamentais da adolescência: nenhum de nós esteve envolvido em actos de vandalismo, em roubos, violações de propriedade, nem foi preso por nenhum crime.
- Foi tudo por causa deles.
- Agora já saímos de casa, somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos “maus pais” tal como os nossos pais o foram.
- Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: não há suficientes maus pais.

sábado, 2 de outubro de 2010



A importância das regras e dos limites

O pediatra norte-americano Berry Brazelton afirma que “para as crianças crescerem bem, precisam apenas de amor e limites” – o amor é fundamental para crescer com confiança e auto-estima; os limites são cruciais para a criança aprender o autocontrolo, para que possa viver em família e em sociedade. Ou seja, no que toca às regras de comportamento lá em casa (e fora dela!) é realmente de “pequenino que se torce o pepino”. A educação começa em casa e não tem de se sentir culpado por ser demasiado rigoroso – as crianças tornam-se adultos equilibrados porque viveram com regras e limites, não ao contrário.

Como estabelecer regras

Quando quiser implementar uma regra, fale com a criança calmamente, explicando o que pretende da forma mais clara possível, perguntando-lhe várias vezes se tem dúvidas. Explique-lhe, de igual modo, quais as consequências do não cumprimento das regras. Os “castigos” devem ser bem claros e executáveis, ou seja, não diga que a vai privar de ver televisão uma semana se sabe que nunca terá a coragem de o fazer. Dê-lhe alguma liberdade dentro do cumprimento das regras, ou seja, se sabe que às 21h00 tem de ir para a cama e tem de lavar os dentes e arrumar os brinquedos antes de ir, deixe-a escolher o que quer fazer primeiro. As regras também podem ser divertidas!

Portei-me mal!

Se a criança “ameaça” não cumprir uma das regras, dê-lhe um aviso de 5 minutos, falando calma mas seriamente e lembre-lhe as consequências. Depois de verificar que a regra não foi cumprida ou foi parcialmente cumprida, pergunte-lhe porque é que não o fez, explique-lhe como é que se faz (no caso de ter tido alguma dificuldade) ou ajude-a a terminar a tarefa, dizendo que para a próxima já vai conseguir fazê-la sozinha. A forma mais fácil de uma criança se tentar livrar de cumprir as suas regras é fazer uma birra, no entanto, os adultos nunca devem ceder às birras infantis. Se chegar ao ponto que o castigo é necessário, não hesite em cumpri-lo, ou seja, não mude de ideias, não altere o castigo “prometido” – de outra forma, pode passar a ideia de que as consequências não são reais e tanto faz cumprir ou não as regras.

Portei-me bem!

Não se focalize demasiado no mau comportamento e procure dar igual atenção ao bom comportamento. Quando a criança arruma os seus livros ou lava as mãos sem ninguém lhe dizer nada, elogie-a e dê-lhe mimos – não há nada que as crianças gostem mais do que ser alvo da atenção dos pais (por bons motivos claro!), por isso, é natural que continuem a portar-se bem, só para continuarem a chamar a sua atenção. Quando a criança se portar bem e pedir alguma coisa com calma e educação, pondere fazer-lhe a vontade.

in http://pequenada.com/artigos/como-estabelecer-regras-com-criancas